quinta-feira, 16 de junho de 2011

ESCRITOS & BLOGS

Tenho escrito textos opinativos desde 2010. A minha irmã me deu a idéia, afirmando que se falasse sobre as minhas experiências, eu poderia ajudar os outros. Inicialmente fui contra a idéia. Aliás, isso me lembra uma cena de "Californication", quando Hank - um escritor - ouve do seu agente que ele deveria um "blog". Ele recusa.
Existe uma história em quadrinhos de W. Ellis, D. Robertson e R. Ramos chamada "Transmetropolitan" (Vertigo, May 2000, p. 20) que, na conversa de duas garotas, uma afirma: 
"What sucks about my job is that I never expect it to 'matter'. I mean you've studied journalism too. You 'know' writers like spider aren't supposed to make any difference. They're not even relied upon to be 'right'. They're 'opinion' writers."
Sim, os textos opinativos são vistos como artigos "menores". Isso acontece pois não existe um trabalho minucioso de pesquisa. Trata-se basicamente de uma opinião (e cada um tem a sua, claro).
Enfim, após pensar sobre a idéia da minha irmã e, como afirmei em outro texto, influenciado por um depoimento de Henry Miller - "mas eu não vou parar de escrever, pelo menos vou querer me divertir com isso" pela leitura de "Mitologias" de Roland Barthes, mudei de idéia e comecei a escrever textos opinativos sobre vários temas. Publico-os em "blogs" e no meu "website". 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

LOU ANDREAS-SALOMÉ, HANNA ARENDT & SIMONE DE BEAUVOIR

Michel Foucault já destacava Marx, Nietzsche e Freud como os três pensadores mais influentes do século XX.

Quando penso em mulheres marcantes, penso em três nomes: Lou Andreas-Salomé, Hanna Arendt e Simone de Beauvoir.

Lou Salomé recusou o pedido de casamento de Nietzsche. Era amiga de Freud.

Hanna Arendt, judia, teve um caso com o seu professor, Heidegger, indicado pelos nazistas para ser reitor de uma universidade. Heidegger era leitor de Nietzsche. A irmã de Nietzsche cedeu seus trabalhos para os nazistas.

Em outra perspectiva, encontra-se Simone de Beauvoir. Não seria possível entender o movimento feminista sem estudar as suas idéias. Ela manteve uma longa relação amorosa e intelectual com Jean-Paul Sartre, que era leitor sobretudo de Karl Marx.

Discutir com pensadores como Nietzsche, Freud, Heidegger e Sartre. Ainda assim, manter uma independência na hora de criar a sua própria teoria. Precisa dizer mais sobre essas três mulheres?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

TAOÍSMO E BUDISMO

Atualmente, a concepção religiosa do mundo ocidental está baseada nas visões do judaísmo e, sobretudo, do cristianismo. Historicamente, foram produzidas outras religiões nos países orientais, como a China e a Índia. Dois exemplos seriam o Taoísmo e o Budismo.

São duas concepções diferentes e a mesma busca pelo bem-estar do homem. O "Taoísmo defende o 'deixa-estar' ['let-it-be'] (...) e um estilo de vida caracterizado (...) pelo cultivo da tranqüilidade." O Budismo "parte da idéias de 'samsara' (o ciclo do renascimento) e de 'karma' (conseqüências dos atos), e tenta encontrar um caminho para escapar do ciclo do renascimento. A fonte dos problemas (...) seria o desejo por riquezas, poder, prazer e assim por diante. Para eliminar esses desejos, nós deveríamos seguir o 'oitavo caminho' (eightfoldpath) e aceitar que a existência não é satisfatória nem permanente, (...) que tudo é transitório e que tudo depende de tudo no universo." [Charles Guignon (ed.) The Good Life, p. 1 and 73]

De um modo geral, filosofia e religião não são claramente separadas em muitas teorias orientais. A busca de respostas para a existência seria o eixo das duas concepções.

Pressupostos teóricos do oriente aparecem em filosofias e religiões ocidentais. O incômodo é o mesmo: a existência. Não existe uma resposta definitiva. Tanto no oriente como no ocidente, as teorias servem como parâmetros para melhorar o cotidiano das pessoas. Uma busca por uma resposta "absoluta", diante da angústia da condição humana, parece ser razoável. Mas, nesse caso, trata-se de fé e de uma escolha pessoal de cada indivíduo.

sábado, 28 de maio de 2011

O MEDO DO PASSADO

Atos comuns podem revelar algo que o indivíduo não tem consciência, por causa de resistências internas criadas por ele mesmo (ver Freud). Pode ser um trauma de infância ou algum problema grave que ele gostaria de "apagar" da sua memória.

No entanto, isso não acontece. Na vida adulta, o fato "omitido" pode retornar na mente da pessoa. Assim, surgem problemas que não são identificados de imediato, na medida em que existe uma recusa do indivíduo em admitir o trauma. Muitos conhecem as conseqüências deste processo, sobretudo no que se refere à insônia ou à falta de apetite.

Em suma, esquecer não é solução. Adiar não significa resolver. Talvez seja mais saudável admitir que derrotas e rejeições fazem parte da vida de qualquer pessoa.

O SER HUMANO

Pensar a condição humana é fundamental?

"Aprés quelques décennies passés sous le signe de 'la mort de l'homme', le travail qui s'ouvre aujourd'hui à la philosophie semble être de redonner une place plus essentielle à l'être humain." (Jacques-Emile Miriel, Magazine Littéraire, n° 394 p. 89):

De um ponto de vista geral, a humanidade não tem importância. Freud já afirmava que a sua extinção não representaria uma grande perda.

Por outro lado, Miriel chama a atenção sobre a necessidade de um retorno ao debate sobre o ser humano.

Seria como admitir a insignificância do homem, mas, ao mesmo tempo, reconhecer que ele não teria outra alternativa a não ser pensar sobre a sua condição. Parece algo dito por Sartre.

ÉTICA, PSIQUIATRIA E TELEVISÃO

Um psiquiatra conversa com o paciente e em seguida recomenda medicamentos para aliviar a dor. O psiquiatra lida com a emoção, algo que não aparece em exames. Ele indica o tratamento a partir da fala do paciente. É um jogo de acerto e erro. Se tal remédio não resolve, deverá ser adotado outro.

É interessante perceber que algo "não material" como a emoção, gera conseqüências reais no corpo humano. Uma vez, vi uma matéria na televisão na qual aparecia uma expressão: "síndrome do coração partido". Era dito que raiva, tristeza e estresse causam problemas no coração e pessoas ansiosas e com depressão teriam maior chance de infarto (ele seria resultado de pico de fúria de estresse). As respostas para alterar tais situações seriam conversas com amigos, rir e a ênfase em bons sentimentos.

A matéria na televisão, aparentemente, trata de coisas óbvias. No entanto, o método do psiquiatra para indicar os remédios não é baseado em exame de laboratório ou outra evidência científica. Mais do que a formação do médico, a sua postura ética é fundamental para que o resultado seja positivo. Nem sempre isso acontece. Existem as pressões dos laboratórios para vender os seus caros anti-depressivos. Ocorre ainda "o amor pelo dinheiro", que leva o psiquiatra a colocar os objetivos profissionais num segundo plano. Não é por acaso que vemos na televisão, algumas vezes, a prisão de médicos envolvidos em casos de corrupção.

A televisão funciona como um aparelho ideológico (Althusser). O papel da psiquiatria na história da loucura é questionável (Foucault). A atuação do psiquiatra, na atualidade, deve ser problematizada. O fato de ter feito uma faculdade e falar em nome da ciência, não garante que o médico esteja do lado da verdade.
Um psiquiatra conversa com o paciente e em seguida recomenda medicamentos para aliviar a dor. O psiquiatra lida com a emoção, algo que não aparece em exames. Ele indica o tratamento a partir da fala do paciente. É um jogo de acerto e erro. Se tal remédio não resolve, deverá ser adotado outro.

É interessante perceber que algo "não material" como a emoção, gera conseqüências reais no corpo humano. Uma vez, vi uma matéria na televisão na qual aparecia uma expressão: "síndrome do coração partido". Era dito que raiva, tristeza e estresse causam problemas no coração e pessoas ansiosas e com depressão teriam maior chance de infarto (ele seria resultado de pico de fúria de estresse). As respostas para alterar tais situações seriam conversas com amigos, rir e a ênfase em bons sentimentos.

A matéria na televisão, aparentemente, trata de coisas óbvias. No entanto, o método do psiquiatra para indicar os remédios não é baseado em exame de laboratório ou outra evidência científica. Mais do que a formação do médico, a sua postura ética é fundamental para que o resultado seja positivo. Nem sempre isso acontece. Existem as pressões dos laboratórios para vender os seus caros anti-depressivos. Ocorre ainda "o amor pelo dinheiro", que leva o psiquiatra a colocar os objetivos profissionais num segundo plano. Não é por acaso que vemos na televisão, algumas vezes, a prisão de médicos envolvidos em casos de corrupção.

A televisão funciona como um aparelho ideológico (Althusser). O papel da psiquiatria na história da loucura é questionável (Foucault). A atuação do psiquiatra, na atualidade, deve ser problematizada. O fato de ter feito uma faculdade e falar em nome da ciência, não garante que o médico esteja do lado da verdade.

FILOSOFIA DE BAR: EXISTÊNCIA

O que caracteriza um indivíduo é a sua incapacidade de lidar com a existência. Ele não nasce, ele é jogado na vida (John D. Biroc) sem saber o por quê. Sabe que morre e só. Deixa de existir? Existia antes?

Ele nada sabe sobre a vida. Mas, nas suas relações sociais, incomoda e marca os outros, de maneira consciente ou não. Assim, vive "nos outros".

Perde, portanto, o controle de sua vida, pois ela passa a "estar" na memória dos outros. Nesta perspectiva, nem o próprio indivíduo com o suicídio poderia destruir a si mesmo.